15.04.08

Um relato completamente verídico das minhas aulas de história de 11º ano... Leiam e conheçam / recordem... :)

 

 

Relatório da aula de história do dia 16 de Novembro de 2006

 

  • Chegamos à sala.
  • A Beatriz chega-se para mim.
  • A Catarina escreve no quadro que o Ricardo disse “Toda a aula inteira” e que a Daniela disse “Vai levar porcos à feira”.
  • Olhamos para trás: o Bruno está a pôr creme nas mãos! “Um homem também se cuida!”
  • O Luís passa pela turma a recolher o material que lhe roubaram. Passa pela mesa da professora e levanta o livro dela para verificar se é o dele enquanto ela olha espantada.
  • Olhamos para a Vera e a Nicole: estão a fazer ponto cruz!
  • A Joana diz “Nesta aula faz-se de tudo!”
  • Eu levanto-me e vou tirar uma foto à Vera a fazer ponto cruz amarelo, enquanto a stôra tenta por o quadro interactivo a funcionar (tenta!).
  • Eu e a Bea lemos no livro do Chihuaua “um estreito com muito espaço”, a frase do dia da stôra.
  • O Bruno vem à minha mesa à procura do livro do Luís, abre o meu e vê lá um retrato da stôra – “Stôra, tá aqui no livro?!”.
  • O Chihuaua descobre o livro dele.
  • A stôra consegue pôr o quadro a trabalhar.
  • Espalhamos um bilhete pela turma a convocar toda a gente a trazer amanha creme hidratante e batom para acompanhar amanhã a stôra de filosofia na sua estratégia de concentração.
  • Os rapazes perguntam se manteiga serve.
  • Começa a aula (só passaram 38 minutos…)
  •  O Marco canta “Sempre que eu te vejo, yo-ho, yo-ho” dos 4Taste.
  • A stôra fala, ninguém lhe liga.
  • A stôra diz que “as minas não estão no litoró”.
  • A stôra de história hesita no nome do Pe. António Vieira. 
  • Toca a telemóvel da Beatriz: uma mensagem!
  • Outra mensagem!
  • Outra!
  • E outra!
  • A turma ri e goza.
  • A Beatriz pega no telemóvel e (disfarçadamente, ninguém notou!), leu as ditas mensagens enquanto toda a gente olha para ela.
  • Beatriz cora.
  • Correm boatos de que foi alguém da turma que mandou as mensagens. Não foi.
  • O Marco diz à stôra que a Marlene lhe está a mandar mensagens. A Marlene chama-lhe estúpido e diz que isso não era para dizer.
  • A professora pergunta ao Sr. Presidente se ele acha que foi propositado, e ele responde: “Direi que não foi propositado, mas se estivesse em silêncio não perturbava a aula” – Aplausos.
  • A professora tem um momento poético: “Lã na Covilhã”.
  • A stôra diz: “Portugal encontrou ouro no Brasil. Pronto!” (só faltava “e fez-se o Chocapic!)
  • Trocadilho de palavras: “vocês costumam ir a geografia nessa visita”.
  • Fala-se de vinhos, a turma exalta-se.
  • A stôra pergunta: “Burmester é um nome inglês?”.
  • Análise da turma: a Vera continua com o ponto cruz, a Nicole desenha, a Pimenta e a Catarina lêem uma revista, alguns dormem, outros ouvem a professora e eu e a Bea fazemos isto.
  • A professora repara na Pimenta e na Catarina e diz “Guardem-me essa revista”.
  • A professora diz que para fazer vinho do Porto é preciso um determinado tipo de solo e de sol (não sabia que há mais do que um!)
  • Repete: “um determinado tipo de sol”.
  • Diz: “Faço muito vinho Alvarinho, mas que não é Alvarinho”. É… ou não é?!
  • Resposta à pergunta anterior “É qualquer coisa!”. Ah, pois…
  • Começam as suspeitas de que há trabalho ilegal aqui. Damos muito nas vistas.
  • Nota-se que a stôra não sabe onde está, possível amnésia: “Vêm para cá para Sevilha” e “aqui no Brasil”.
  • A Daniela espirrou.
  • A stôra diz que aqui não se usa a pescada seca, mas na África sim. Surge a dúvida: veste-se ou calça-se?
  • A professora fala no Navio-Hospital. Já não se lembra do nome, mas sabe que era de um navegador português. A Andreia pergunta se não é o “Gil Vicente” e a stôra responde afirmativamente. (Gil Vicente era um navegador?!)
  • A professora manda ler. Confusão no nº dos documentos do livro (maldito Pedro Almiro pá!)
  • A stôra refere-se a mim como “ a daqui da frente”.
  • A Andreia lê o documento 139… não, o documento 144... não, afinal é o 145!
  • Ficamos a conhecer o facto de “sabão” no plural ser “sabões” (o português é tão lindo!).
  • A Joana diz que a professora lê para trás. Eu digo que a professora lê como quer! Ela responde-me: “Pscala-te!”.
  • “Qual a ideia que vocês têm do Marquês do Pombal?”

- “Era gordo” – by Vera.

- “Era um homem com visão do futuro” – by Bruno.

·         Grande polémica derivada do Processo dos Távoras.

·         A professora desenha no quadro: “Burguesia sobe” – Burguesia (setinha para cima) 

 

·         A melhor do dia: “      Existem muitas famílias nobres da nobreza”.

·         Questão polémica sobre o tempo: “Faltam 20, 25 ou 15 minutos para acabar a aula?”. Questão resolvida: “Faltam 22!”.

·         “O que é uma efémera?”, pergunta a stôra. “É aquele bichinho da vodafone!”, responde a Joana.

·         Nova confusão devido aos documentos.

·         Sr. Presidente lê e faz um trocadilho entre “desterrados” e “enterrados”.

·         A Marlene atira uma borracha ao Sr. Presidente enquanto ele lê.

·         O documento, segundo a professora, é “um bocado esquisito”.

·         Catarina tem ataque de riso.

·         A stôra inicia a sua palestra sobre as eleições americanas, e começa por falar no Clinton e na Monica Lewinsky.

·         O Luís mexe no telemóvel.

·         A stôra manda-o guardar.

·         Ouve-se um “prililim” estranho.

·         A stôra hesita ao dizer Rumsfeld.

·         Ataque de riso e piadas por causa dos “comités” (Gato Fedorento!).

·         Comentários estranhos vindos do fundo da sala: “Que é que foi? Já experimentaste?!”.

·         Stôra diz “Ah, isto já é sobre um grupo de sequestradores!” (nada de importante!).

·         Fala-se de números de telemóvel. A Marlene diz um número e diz que tem o número “dele”. Diz que o Salé é 91. Acaba em 9900.

·         Há confusão nas últimas filas da sala.

·         O Chihuaua está deitado sobre a mesa e bate com a mão ritmadamente. O Salé diz que ele está a curtir.

·         Retoma-se o assunto dos números. O Ricardo diz que termina em 22.

·         O Chihuaua acorda.

·         Começa a combinação da partida de amanhã à stôra de filosofia.

·         Stôra diz: “Isto não abre!”.

·         Ouve-se barulho. A turma acordou.

·         Chihuaua ouve mp3.

·         Metade da turma está virada para trás. A outra metade está virada para a frente a falar com quem está virado para trás.

·         A stôra hesita sobre o nome da super-mega-hiper-(ri)conhecida Praça do Comércio.

·         Olho para o relógio. Está a acabar a aula! Oh…

·         Stôra diz “Praça do comércio(…)tem elevada concentração de comércio, tem lojas não é?”. De facto…

·         Finalmente aparece a fotografia da Rua Augusta.

·         Muita conversa. O Bruno levanta-se e fecha a persiana 1mm.

·         A stôra diz “Isto é uma seca!”.

·         Toca!

 

 

Toda e cada informação aqui divulgada é totalmente verdadeira. A  cópia ou divulgação pública deste documento (no seu todo ou em parte) sem autorização expressa, é totalmente proíbida e punível nos termos da lei.
Enfim... um dia comum!
                                                                                              ......... Para a Verinha!  
 
publicado por Vera às 17:39

"Quem se aborrece com a repetição, porque não é capaz de gozar as subtis diferenças que ela nos traz, não conseguirá mais do que repetir o seu aborrecimento, mudem o que mudarem os seus hábitos quotidianos". (Fernando Savater)
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