07.08.05

Quando parecia que ele nunca me ia sair da cabeça, eis que surges tu.

 

Conhecemo-nos na festa de aniversário dele, do Pedro. E tu achaste-me bonita e interessante.

 

Quando acabamos (porque, segundo ele, eu o tinha traído!), pediste-lhe o meu número. Tu és o amigo mais estranho que eu conheço. :)*

Passado uns tempos, mandaste-me um toque, disseste que foi engano. Conversa puxa conversa, enrolaste-me com uma mentira descabida. Eu fiz de conta que acreditava, até ter oportunidade de tirar isso a limpo. Depois, conhecemo-nos quase por acaso.

Quando te vi, apaixonei-me à primeira. Segundo o que me disseste, tu só comprovaste o que já sabias quando pediste o meu número.

Um tarde bem passada, conversa fluída como se já nos conhecêssemos há anos. Gostamos os dois de chicletes de mentol. E de Queen. E de piano. Não gostamos de feijão. (Porque é que falamos disto, e porquê que ainda me lembro?? Não sei!)

Na semana seguinte, marcamos novo encontro.

Mais uma bela tarde, de olhares com direito a corar, de mãos dadas sem mal percebermos. E o primeiro beijo ? Ao ir embora, novamente de mãos dadas, tu puxas-me sem eu contar e beijas-me. Sujeito a levar uma estalada, como tu mesmo disseste. :)

Mas não, só aceleraste o que parecia ser o óbvio. E que beijo...

Nesse mesmo dia, pedes-me em namoro. E eu aceitei, obviamente.

(Impressionante como toda a nossa narrativa pode ser contada com frases curtas, tudo aconteceu tão de repente, de forma tão fugaz e intensa!)

 

Seguiram-se semanas fantásticas... o Porto ganhou uma cor nova, deste um brilhozinho tão especial à minha vida. Ensinaste-me tanto, inspiraste-me a mais... Fizeste-me esquecer qualquer coisa má que tivesse passado, e fizeste-me acreditar que ainda há algo em mim que valha a pena admirar...

 

"Pintaste a minha vida com cor e brilho minha Deusa Renascentista, fizeste-me gostar da Maia como nunca,  e passei a detestar o 54."

"Esse maldito autocarro leva-te embora, mas espero que voltes, sempre! Adoro-te meu David, meu artista. Vou estar à espera."

 

Obrigado por dares cor à minha existência! :)

publicado por Vera às 01:58

"Quem se aborrece com a repetição, porque não é capaz de gozar as subtis diferenças que ela nos traz, não conseguirá mais do que repetir o seu aborrecimento, mudem o que mudarem os seus hábitos quotidianos". (Fernando Savater)
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